Acordo de livre comércio UE-Mercosul sai em maio, diz Amorim
15 de fevereiro de 2010
O ministro de Relações Exteriores Celso Amorim disse nesta segunda-feira que é possível que o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul seja firmado durante a cúpula ministerial de maio, em Madri.
"Creio que é possível. Não sei se será o acordo final, mas acredito que podemos desenvolver um que possa ser fechado, que não seja simplesmente uma declaração política durante a reunião em Madri", declarou, em uma coletiva de imprensa na capital espanhola.
Com a participação de Amorim, representando o Mercosul, e delegados da União Europeia, está sendo analisada nesta segunda-feira, na Espanha, a retomada das negociações entre os dois blocos. Também participa da reunião ministerial UE-Brasil, de diálogo político, a alta representante de Política Externa da UE, Catherine Ashton.
Segundo o ministro espanhol das Relações Exteriores, Miguel Angel Moratinos - que representa a presidência temporária espanhola da UE -, esta reunião tem o objetivo de testar "o nível de ambição" de ambas as partes. "Poremos sobre a mesa se essa vontade será suficiente para fazer avançar a negociação, até o mês de maio", salientou.
Interesse - Para o chanceler espanhol, "há vontade de avançar o máximo" entre ambos os blocos, que começaram as negociações comerciais no ano 2000 mas não puderam conclui-las por estarem, na época, vinculadas ao fechamento da Rodada de Doha da Organização Mundial de Comércio (OMC). Agora, ante a paralisia existente na OMC em relação a Doha, estima-se que países e blocos regionais devam buscar os próprios pactos comerciais.
"Acho que existe, tanto por parte do Mercosul - logicamente pelo Brasil -, quanto por parte da União Europeia o desejo de um acordo ambicioso", afirmou Moratinos, antes do encontro. Ele ainda destacou que "houve uma mudança de atitude por parte de Argentina, Brasil e de outros membros do Mercosul, de não mais vincular a rodada de Doha a possíveis avanços no acordo bilateral com a UE".
Interesse - Para o chanceler espanhol, "há vontade de avançar o máximo" entre ambos os blocos, que começaram as negociações comerciais no ano 2000 mas não puderam conclui-las por estarem, na época, vinculadas ao fechamento da Rodada de Doha da Organização Mundial de Comércio (OMC). Agora, ante a paralisia existente na OMC em relação a Doha, estima-se que países e blocos regionais devam buscar os próprios pactos comerciais.
"Acho que existe, tanto por parte do Mercosul - logicamente pelo Brasil -, quanto por parte da União Europeia o desejo de um acordo ambicioso", afirmou Moratinos, antes do encontro. Ele ainda destacou que "houve uma mudança de atitude por parte de Argentina, Brasil e de outros membros do Mercosul, de não mais vincular a rodada de Doha a possíveis avanços no acordo bilateral com a UE".












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